Não é de hoje que a dupla Juan José Campanella e Ricardo
Dárin ganharam tamanho prestígio mundo afora. A parceria rendeu excelentes
obras como, ‘O Filho da Noiva’, ‘Clube da Lua’, ‘O Segredo dos Seus Olhos’,
este vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro. Porém, os dois grandes
nomes do cinema argentino começaram lá em 1999 com o romance “pé no chão” , ‘O
Mesmo Amor, a Mesma Chuva’.
‘O Mesmo Amor, a Mesma Chuva’ acompanha a vida de Jorge
(Ricardo Dárin), um promissor escritor argentino e redator de contos românticos
para uma revista. Quando uma de suas obras é adaptada para as telas do cinema,
ele conhece Laura (Soledad Villamil), uma garçonete aspirante ao mundo
artístico e, nas conversas simples e nos lugares sem importância, floresce um
forte sentimento.
Juan José Campanella é um mestre em transmitir os
sentimentos mais singelos, puros e verossímeis possíveis nas telas do cinema.
Sua direção é sutil , mas capta um realismo absurdo da paixão do casal construindo-os
por meio de suas motivações e desafios. De um lado, vemos o talento de Jorge
sendo desperdiçado pela imposição da revista. Do outro, contemplamos a
impaciência e desconfiança de Laura pela espera de seu namorado.

NOTA: 8,7