O diretor David Robert Mitchell conquistou sua devida
atenção e prestigio na sétima arte; e não é pra menos, afinal há de se
reconhecer sua contribuição por presentear a todos com um dos melhores filmes
de terror da década, o ótimo ‘Corrente do Mal’ (2014). Com a expectativa lá em
cima após a notícia de seu próximo projeto intitulado ‘Under The Silver Lake’,
o cineasta e roteirista não mantém o mesmo nível de excelência de seu
precursor.
A trama acompanha o
jovem Sam (Andrew Garfield), um sujeito despreocupado com a vida, sem
motivações ou responsabilidades. Sua monotonia é rompida quando estranha o
desaparecimento da noite para o dia de sua bela vizinha (Riley Keough),
partindo para uma investigação cheia de mensagens subliminares, teorias da
conspiração e insanidades.
A princípio ‘Under The Silver Lake’ chama atenção do público
pela sua ótima premissa, porém isso é apenas um décimo da trama. O roteiro de
Mitchell não se prende a um fato, mas nos apresenta inúmeras peças para então
montarmos esse quebra-cabeça, que no fim parece não ter pé nem cabeça. Há um
matador de cachorros na redondeza, símbolos antiquados, números, histórias
folclóricas, mensagens ocultas nas músicas e muitas referências à cultura pop.

Com boas doses da câmera subjetiva e objetiva, Mitchell
capta a essência da trama colocando o espectador na pele do protagonista. A
sensação é de estarmos perdidos junto com Sam na investigação, assim como a
atuação decepcionante de Andrew Garfield. Já o elenco de apoio são todos
subutilizados e não merecem menção honrosa.
A mensagem final de ‘Under The Silver Lake’ pode gerar
diferentes interpretações. Se você é daqueles que não gosta de filmes
complicados, metafóricos e que não oferecem respostas pra tudo, este não é seu
filme. Porém, se você gosta de desafios e finais dúbios. Desejo bom proveito.
NOTA: 7,0
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