Estreias

sábado, 16 de abril de 2016

'Em Nome da Lei'


Vitor (Mateus Solano) é um jovem juiz federal recém-chegado na cidade de Fronteira, disposto a desmontar um esquema de contrabando e tráfico de drogas na região. Para prender Gomez (Chico Diaz), ele vai contar com a ajuda da procuradora Alice (Paolla Oliveira), por quem se apaixona, e da equipe do policial federal Elton (Eduardo Galvão).

Data de lançamento 21 de abril de 2016
Direção: Sergio Rezende
Elenco: Mateus Solano, Chico Diaz, Paolla Oliveira
Gêneros: Ação, Drama, Suspense
Nacionalidade: Brasil


terça-feira, 12 de abril de 2016

Crítica - 'Rua Cloverfield,10'


     ‘Rua Cloverfield, 10’ consegue ser genial mesmo antes de chegar às telas. E por trás desse feito ele, J. J. Abrams filmou secretamente o filme driblando nada menos que a mídia e Hollywood para pegar todo mundo de surpresa ao lançar o trailer recordando a qualidade e a originalidade de 2008, ‘Cloverfield – O Monstro’.

        Vale lembrar que ‘Rua Cloverfield, 10’ não é uma sequencia do filme de 2008. O estilo found footage e o monstro destruindo a cidade de Nova Iorque são deixados de lado, enquanto esta nova produção soma uma trama minimalista apresentando elementos de ‘Psicose’, ‘Louca Obsessão’ e recentemente ’O Quarto de Jack’.                               
 
     Após sofrer um acidente de carro, Michelle (Marry Elizabeth Winstead) acorda acorrentada em um quarto embaixo da terra. No remoto local, a garota recebe a visita de Howard (John Goodman), o dono da estrutura alegando ter salvo a sua vida e explicando a situação em que o país vive. Desconfiada, Michelle começa a aceitar a idéia após conhecer Emmet (John Gallagher Jr.), outro sujeito explicando o quão seguro é lá dentro.                                                      
    O roteiro assinado por Josh Campbell, Matthew Stuecken e o notável Damien Chazelle (aquele do ótimo ‘Whiplash – Em Busca da Perfeição’) consegue ser brilhante mesmo em uma trama simples. A tensão é crescente no decorrer da produção, a narrativa surpreende com recheadas reviravoltas e muito bem amarrada. Isso também é mérito pela dinâmica do trio protagonista e pela excelente direção do estreante Dan Trachtenberg.    

     E a estréia do cineasta não tinha como ser melhor. Trachtenberg deu uma aula de como criar tensão através da desorientação psicológica remetendo ao espectador o senso de incerteza vivida pela protagonista Michelle e mantendo o publico indeciso em praticamente todos os 110 minutos levando a todos se questionarem - será isso verdade?

     Todas as questões envolvidas são transmitidas aos espectadores na excelente atuação de John Goodman. A dubiedade do personagem é o ponto chave e Goodman soube com maestria ser ameaçador, explosivo, instável, como também ser sincero, prestativo e erudito. Essa é com certeza a melhor atuação da carreira do ator, e merece atenção para futuros prêmios. Elizabeth Winstead não fica para trás vivendo a desconfiada e corajosa Michelle, sendo a peça fundamental para o filme progredir. E o ator Gallagher Jr não se destaca como os demais, mas é relevante para a dinâmica do trio e a quebra da tensão.                                              
                                                                              
    Trachtenberg também mostrou ser competente ao utilizar planos abertos e fechados de maneira inteligente para conceber uma atmosfera de pânico, conforto e claustrofobia associado a uma boa trilha sonora até mesmo para dar um toque de terror a trama, porém exagerou nos jumpscares auditivos. Quebrando completamente seu ritmo nos últimos 10 minutos podendo, ou não, agradar o publico. ‘Rua Cloverfield, 10’ é grande ao criar o mistério e pequeno em sua resolução, mas mesmo assim é um filme que merece toda sua atenção e coloca Trachtenberg um nome promissor.        
 


NOTA: 8,0
   

domingo, 10 de abril de 2016

'O Caçadora e a Rainha do Gelo'





A Rainha Ravenna (Charlize Theron) governava com justiça até o dia em que sua bondosa irmã Freya (Emily Blunt) deu à luz uma menina destinada a retirá-la de seu posto de mais bela do reino. Irada, ela assassinou a criança, mergulhando sua irmã em uma profunda depressão. Anos mais tarde, ao saber da morte de Ravenna, Freya decide ir em busca de seu espelho mágico. Só que Ravenna ressuscita e caberá à Rainha do Gelo e aos rebeldes Erik (Chris Hemsworth) e Sara (Jessica Chastain) lutarem, mais uma vez, contra os poderes malignos da vilã.

Lançamento: 21 de abril de 2016 (1h54min)
Dirigido por: Cedric Nicolas-Troyan
Atores Principais: Chris Hemsworth, Charlize Theron, Jessica Chastain
Gênero: Ação , Aventura , Fantasia

Nacionalidade: EUA


'Mogli - O Menino e o Lobo'




A trama gira em torno do jovem Mogli (Neel Sethi), garoto de origem indiana que foi criado por lobos em pela selva, contando apenas com a companhia de um urso e uma pantera negra. Baseado na série literária de Rudyard Kipling.

Lançamento: 14 de abril de 2016 (1h46min) 
Gênero: Aventura, Fantasia
Dirigida por: Jon Favreau
Atores principais:
Neel Sethi, Idris Elba, Ben Kingsley, Bill Murray, Scarlett Johannsson, Christopher Walken
Nacionalidade: EUA


sábado, 9 de abril de 2016

Crítica - 'Memórias Secretas'


  Como o próprio nome do titulo original, ‘Remember’ faz uma alusão a carreira do diretor Atom Egoyan. Desde ‘O Doce Amanhã’ que o consagrou como um grande nome de Hollywood, o cineasta vem emendando trabalhos deploráveis nos últimos anos, como ‘Sem Evidencias’ e ‘A Procura’. Tentando voltar aos bons tempos, Egoyan dispõe do ótimo ator veterano Christopher Plummer em uma trama muito interessante em ‘Memórias Secretas’.                                  
      Como plano de fundo a 2ª Guerra Mundial, Zev (Christopher Plummer) e seu melhor amigo, Max (Martin Landau), ambos sobreviventes de Auschwitz, fazem um pacto para dedicar os últimos dias de sua vida a encontrar e vingar contra o nazista responsável pela morte de suas famílias. Max impossibilitado de deixar o asilo, sobra para Zev, mesmo com Alzheimer, a enfrentar seu algoz.                     
 
    O roteiro assinado pelo estreante Benjamin August é bem amarrado e prende o espectador durante a jornada do protagonista até o ato final revelando grandes surpresas. Propendendo-se a ficar repetitivo, o filme traz bons momentos durante essa trajetória em uma interpretação sutil do excelente ator Plummer vivendo com maestria o Zev. Quem também aparece nessa jornada por alguns minutos é o bom ator Dean Norris, lembrando muito o seu personagem em ‘Breaking Bad’.                
 
    Com uma direção focada em mostrar as dificuldades do protagonista, a produção soa indulgente com a velhice, assim com o próprio  Zev, e carece de sentidos em boa parte do filme.  Em conseqüência, como a história tem como tema central a vingança, o filme pode chocar boa parte do espectador.     

      Reservando um ótimo plot-twist nos últimos 15-10 minutos, ‘Remember’ consegue superar os fracassos dos últimos filmes de Egoyan, apresenta um recurso dramático inteligente ao criticar que uma guerra pode ecoar por uma vida inteira e o quanto a falta de compaixão é uma das maiores tolices praticados pelos homens.

NOTA: 7,0


domingo, 3 de abril de 2016

Crítica - 'Psicose (1960)'


      Alfred Hitchcock é, sem duvidas, um dos grandes nomes da sétima arte. O gênio em todas as suas produções sempre deixou imagens memoráveis e em ‘Psicose (1960)’ não foi diferente. AfinaI, o filme contem uma das cenas, ou a cena, mais conhecidas da história do cinema. Quem viu, sabe! Quem não conhece, pare o que está fazendo e veja um dos melhores filmes da história.    

    A trama acompanha Marion Crane (Janet Leigh), uma secretária que rouba 40 mil dólares de seu chefe para recomeçar sua vida longe de sua cidade natal. Durante sua fuga, uma forte tempestade obriga a parar no Bates Motel, administrado pelo atencioso Morgan Bates (Antony Perkins).                       
                       
   O brilhantismo do cineasta ao acompanhar a fuga da protagonista remete o espectador a entrar no filme e sentir aquele ambiente lúgubre. Detalhe, Hitchcock consegue essa façanha mesmo optando pela fotografia em preto e branco e utilizando bastante o close-up e o médio plano, principalmente na primeira metade com a chegada de Crane ao conhecido Bates motel.                                    

  [SPOILER] Outro recurso utilizado pelo cineasta para criar um enorme suspense na primeira metade é a narrativa em off e uma trilha sonora excelente causando muita tensão entrando para a história do cinema. E o resultado de tudo isso é simplesmente fantástico até a principal cena do filme - a morte no chuveiro. Chocante e aterrorizante, a grande cena do filme da um nó na cabeça do espectador, pois ninguém esperava uma protagonista morrer naquela altura da trama e fazermos questionar qual o rumo o filme irá tomar.                                                                

   A partir daí, Hitchcock desenvolve a narrativa de maneira assustadora e guardando um segredo de cair o queixo.  Na segunda metade, o terror começa a predominar no filme com um design de produção sinistro e principalmente pelo roteiro beirar o perfeccionismo. Não é perfeito justamente pelo seu final, o filme deixa a desejar em seus últimos minutos por se tornar auto-didático e pela facilidade de como o antagonista foi capturado.                                  
                    
   Com Hitchcock inspirado, o elenco segue o mesmo caminho. Todos estão ótimos, com um grande destaque a Antony Perkins vivendo um dos psicopatas mais marcantes do cinema (um grande erro da academia não o indicar ao Oscar) e de Janet Leigh. ‘Psicose (1960)’ consagrou de vez Hitchcock como um mestre do suspense e entrou para a história como o melhor filme do gênero no cinema. 


NOTA: 10

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Crítica - 'Visões do Passado'


     O gênero suspense esta em alta no inicio do ano de 2016. Agora nas telas, roteirizado pelo renomado Michael Petroni (conhecido pelo ótimo ‘A Menina que Roubava Livro’ e do bom ‘O Ritual’) e dirigido pelo mesmo, ‘Visões do Passado’ não fica preso apenas a esse gênero e Petroni acrescenta algo que grandes produções não conseguem realizar: o terror, ou melhor, o susto.                           

    A trama acompanha o psicólogo Peter Bower (Adrien Brody) com dificuldades de recuperar sua rotina de trabalho após perder sua filha de 12 anos em um trágico acidente. Porém, algo sinistro acontece ao atender certa paciente, restando apenas a Bower voltar a sua cidade natal e solucionar um enigmático problema.           
 
   Não demora muito para o suspense predominar no filme. Com um inicio confuso e arrastado com o propósito de criar uma duvida na mente do espectador, o cineasta Petroni consegue criar o suspense nos minutos iniciais e acrescenta os sustos durante toda a trama (boa parte funcionam), dando um tom mais macabro a produção. Porém, o confuso e arrastado inicio pode levar alguns cinéfilos desistir de assistir mesmo em seus rápidos 90 minutos.                                                                    
 
    Após passar por isso, o filme revela boas surpresas, engana nos mistérios, traz boas revelações e tudo começa a fazer sentido. Apresentando uma boa edição transitando as visões do psicólogo Bower, a trama conta como o bom ator Adrien Brody para viver o protagonista que o faz com competência, porém o restante do elenco é fraco e não desenvolvem seus personagens. ‘Visões do passado’ tentou entregar novas idéias ao gênero, tem um bom roteiro, mas os recursos técnicos são esquecíveis, cai nos clichês e faltou muito para ser um grande suspense.


NOTA: 6,2