É
inegável o talento de Roman Polanski atrás das câmeras. Com um currículo
invejável somando ótimos filmes como, ‘O Bebê de Rosemary’, ‘O Pianista’, ‘Chinatown’,
‘Repulsa ao Sexo’ e muitos outros. A expectativa de cada trabalho de sua
autoria é altíssima, principalmente quando o diretor imerge no gênero do
suspense psicológico que o consagrou. Porém, seu feito está longe de seus
clássicos quando assistimos ‘Baseado Em Fatos Reais’.
Após
uma recepção calorosa de seus fãs autografando seus respectivos exemplares, a
autora Delphine (Emmanuelle Seigner) estabelece uma amizade com sua admiradora
Elle (Eva Green), esta igualmente escritora, mais conhecida como ghost writer em biografias de
celebridades. Aos poucos, as duas vão criando um laço afetivo, mas também certa
desconfiança por parte de Delphine.
Em
um gênero tão bem proficiente por um dos grandes nomes do cinema, Polanski
mostra-se ausente em grande parte da produção. Isso se torna visível nos dois
primeiros atos, enquanto a protagonista aceita a companhia de Elle devido a sua
fragilidade emocional e, como conseqüência, o vinculo entre elas é forçado
afetado inúmeras vezes por futilidades ostensivas.

A
partir daí, Polanski entrega boas seqüências relembrando os seus melhores
trabalhos. A trama apresenta elementos de fantasias muito bem arquitetadas pelo
diretor, assim como momentos oníricos distintamente fotografados pelo
diferentes contrastes de luz e sombra. Assim, acentuando o suspense no ar em
meio a seus enquadramentos em planos médios e primeiros planos.
Por
esses motivos, o espectador não desiste da produção na intenção de saber qual
será o final da obra. Bem como, as boas atuações individuais da dupla
Emmanuelle Seigner e Eva Green. Porém, a grande reviravolta pode ser prevista
muito antes da revelação final e ‘Baseado Em Fatos Reais’ perde todo seu
impacto.
NOTA: 5,6
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