Estreias

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Crítica - 'Jogo do Dinheiro'


     Os segredos do mercado financeiro vêm sendo palco de grandes filmes das últimas produções Hollywoodianas. Foi assim em ‘O Lobo de Wall Street (2013)’ e o recente ‘A Grande Apostas (2015)’, agora é a vez de a ótima atriz Jodie Foster abraçar o tema entregando seu melhor trabalho atrás das câmeras no envolvente ‘O Jogo do Dinheiro’. 

     A trama acompanha Lee Gates (George Clooney), o apresentador de TV do programa chamado ‘Money Monster’ o qual da dica sobre o mercado financeiro. Durante uma transmissão ao vivo, um jovem chamado Kyle Budwell (O’Connel) invade o estúdio e faz Gates de refém exigindo uma explicação após perder seu dinheiro em ações.    
 
     A afiada direção de Foster na primeira metade do filme é excelente. A crível tensão criada nos primeiros minutos, marcado pelo caos controlado nos bastidores de um programa ao vivo acompanhado de uma rápida edição apresentado cada visão dos personagens, consegue de maneira agradável prender a atenção do espectador até a resolução da trama.            
 
     Infelizmente, a mudança do tom do filme quando passa a narrar fora do estúdio a apreensão não é a mesma, mas mesmo assim a tensão inicial consegue manter o público com os olhos colados em tela - por conta do longa retomar um bom ritmo e fugindo dos clichês nas reviravoltas.                 
 
    Concedendo um ar paradoxal ao filme, pois os três principais personagens (Clooney, O’Connel e Julia Roberts) não fogem do básico em termos de desenvolvimento. Temos Clooney sendo o Clooney que todos conhecem vivendo o apresentador arrogante, o esforçado O’Connel no papel de jovem rebelde de família miserável. E a personagem mais interessante na trama é a diretora tentando controlar todo o caos estabelecido no estúdio protagonizada por Roberts. Temos também uma ótima atuação da Emily Meade entregando uma boa cena.
  
    O filme escorrega no desleixo de seu roteiro entregando uma solução banal envolvendo os hackers e um fraco terceiro ato.  Com enorme potencial, Jogo do Dinheiro’ tem um ótimo início, consegue boa parte manter a tensão e tem um valor de entretenimento.                                                                                   

NOTA: 6,6

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Crítica - 'Decisão de Risco'


   É possível estimar o valor de uma vida? Em uma guerra contra o terrorismo o conceito sobre moral é o foco em ‘Decisão de Risco’. De um lado, a incerteza de qual decisão tomar. Do outro, as conseqüências éticas, morais e sociais mediantes a ideologias políticas e militares.  

  Na trama, a coronel Powell (Hellen Mirren) comanda uma operação para capturar três terroristas no Quênia, porém a situação se intensifica quando uma criança encontra-se na zona de ataque resultando ao piloto americano Steve Watts (Aaron Paul) e em debates políticos e militares sobre qual medida a ser tomado.          

   Dirigido por Gavin Hood, o cineasta dividi o filme em quatro principais arcos transitando na personagem da coronel Powell, no escritório do gabinete britânico envolvendo o general Frank Benson (Alan Rickman), dos pilotos americanos Steve Watts e sua parceira (Phoebe Fox) e Jama Farah (Barkhad Abdi) situado no Quênia. E nada é confuso, todos tem seu momento em tela.              

   Hood também impressiona ao criar uma enorme tensão prendendo a atenção de cada cinéfilo, é incrível como a tensão nunca perde energia tornando-se constate durante todo os 100 minutos da produção. Méritos para a ótima edição percorrendo todos os planos do filme deixando o espectador vidrado em cada segundo em uma fotografia quente ameaçadora nas paisagens externas e fria em locais confinados.                           


   Não apenas isso, como de costume Hellen Mirren entrega uma ótima atuação no papel da decidida coronel buscando até mesmo na tentativa de burlar o sistema para concluir a missão levantando questões éticas e morais, resultando em desavenças com os membros superiores. Alan Rickman também está excelente em uma interpretação sarcástica alternando o tom do filme, assim como Barkhad Abdi e o inocente piloto interpretado pelo eterno Jesse Pinkman. Já os outros coadjuvantes não acrescentam nada de relevante à trama.       

   Onde o foco está na preocupação política a respeito das decisões militares, o filme cumpre seu objetivo investindo em uma enorme tensão envolvendo o espectador no conceito burocrático tornando-se até mesmo cômico. Exagerando no melodrama em seu último ato, ‘Decisão de Risco’ traz uma nova abordagem e levanta questões diante da guerra, permite o publico relacionar-se com o processo e merece a atenção de todos.


NOTA: 7,8


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Crítica - 'Uma Rua Chamada Pecado (1951)'


     É incrível em como ‘Uma Rua Chamada Pecado (1951)’ revolucionou e entrou para a história do cinema. Em uma década onde a forte censura marcou Hollywood, muitos filmes foram proibidos e retidos de circulação, porém  ‘Uma Rua Chamada Pecado’ mostrou sua genialidade logo de cara driblando grande parte das produções abordando temas pesados e delicados que são questionados até nos dias atuais.          

     O precursor para tamanho méritos da produção marcando a vida de milhares de pessoas em seus textos literários foi Tennesse Williams. Sua adaptação para o cinema de sua peça teatral ‘Um Bonde chamado Desejo’ é consagrada uma das melhores da história e com o projeto nas mãos do cineasta Elia Kazan, a direção, o roteiro, as atuações, a fotografia, trilha sonora e a direção de arte, simplesmente beira a perfeição.    

   Na trama, a icônica personagem Blanche Dubois (Vivien Leigh) viaja para visitar sua irmã Stella (Kim Hunter) alegando estar de licença do emprego de professora e acaba ficando por meses. Durante seu período, Blanche assusta-se com os modos grosseiros de seu cunhado Stanley (Marlon Brandon) e acaba por interferir na relação de sua irmã causando desavenças. Em contrapartida, Stanley a provoca até descobrir toda a verdade por trás de seu passado.

  Quando se fala de ‘Uma Rua Chamada Pecado’ é importante frisar a coragem em sua época de tratar assuntos delicados que soam até hoje. Em um mundo onde os fundamentos machistas estão em pauta, é incrível como em 1951 o filme apresentava a luxúria e as fantasias femininas, além de nas entrelinhas da trama o homossexualismo estar presente. Não é a toa que através desse filme houve uma inovação em termos de roteiro e atuação.                  

   Até porque Vivien Leigh e Marlon Brandon dão um show de interpretação. Assim como nas peças de Williams, o cineasta Kazan conduz a trama concedendo maior destaque aos personagens. Em conseqüência, os ótimos monólogos teatrais realizados por Leigh apresentando a insegurança e as emoções da personagem; sua atuação é a combinação perfeita do mundo do teatro e do cinema.

    Já Brandon revolucionou o conceito artístico de Hollywood em seu papel criando várias camadas em seu personagem de troglodita, impiedoso, ríspido e ao mesmo tempo condolente e sensual, sendo a interpretação mais imitada do universo.  Juntos Leigh e Brandon realizaram uma das melhores atuações femininas e masculinas da história do cinema.              

      Com uma direção inteligente escolhendo cenários claustrofóbicos e uma tensão definida por todos os personagens, adicionando movimentos de câmera guiando os olhos do espectador. ‘Uma Rua Chamada Pecado (1951)’ é uma obra-prima e obrigatório para todos os artistas e fãs de cinema.


NOTA: 10


domingo, 3 de julho de 2016

'Nosso Fiel Traidor'



Durante um feriado no Marrocos, Perry e Gail conhecem o extravagante e carismático Dima, que sem o conhecimento deles, faz parte da máfia russa. Quando Dima pede ajuda a eles para levar uma informação para o Serviço Secreto Britânico, Perry e Gail são pegos no perigoso mundo internacional da espionagem e políticas.

Data de lançamento: 7 de Julho (1h 48min)
Gênero: Thriller
Dirigida por: Susanna White
Atores principais:
Ewan McGregor, Stellan Skarsgard, Damian Lewis, Naomie Harris
Nacionalidade: Reino unido


'Dois Caras Legais'




Na Los Angeles dos anos 1970, a filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos é sequestrada e ela decide contratar Jackson Healy (Russell Crowe), brutamontes violento e ex-alcoólatra, para investigar o caso. O trabalho revela-se mais complicado do que o esperado e ele decide contar com a ajuda a um medroso e atrapalhado detetive particular (Ryan Gosling).


Data de lançamento: 21 de julho de 2016 (1h 56min)
Gênero: Comédia, Crime, Thriller
Dirigida por: Shane Black
Atores principais:
Ryan Gosling, Russell Crowe, Kim Basinger, Matt Bomer, Keith David, Margaret Qualley.
Nacionalidade: Eua


'A Lenda de Tarzan'




Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan, aclimitado à vida em Londres em conjunto com sua esposa Jane, é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico.

Data de lançamento: 21 de julho de 2016 (1h 50min)
Gênero: Ação, Aventura
Dirigida por: David Yates
Atores principais:
Alexander Skarsgard, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz, Margot Robbie

Nacionalidade: Eua


'A Era do Gelo: O Big Bang'



“Busca épica de Scrat pela bolota indescritível o dispara para o universo onde ele, acidentalmente, desencadeia uma série de eventos cósmicos que transformam e ameaçam a Era do Gelo Mundial. Para salvar-se, Sid, Manny, Diego, e o resto do rebanho devem deixar sua casa e embarcar em uma missão cheia de comédia e aventura, viajando para novas terras exóticas e encontrando uma série de novos personagens coloridos.”

Data de lançamento 7 de julho de 2016 (1h 35min)
Direção: Mike Thurmeier, Galen T. Chu
Gêneros: Animação, Família

Nacionalidade: Eua