A
carreira da diretora Cate Shortland é um tanto quanto curiosa. Responsável por
roteirizar seus dois primeiros filmes ‘Somersault’ e o muito bom ‘Lore’, Shortland
sempre buscou autoridade em suas produções mostrando-se eficiente em dramas/romances
e seus leves toques de suspense. Sem a sua assinatura no roteiro e concentrando
exclusivamente no gênero do suspense, o resultado de ‘Berlin Syndrome’ ficou
bem abaixo de seu talento.
A
trama acompanha a fotografa, Clare (Teresa Palmer), curtindo suas férias em
Berlim. Lá, ela encontra com o jovem carismático, Andi (Max Riemelt), e não
demora muito para eles terem sua primeira noite de amor. Ao acordar, Clare se
vê sozinha e presa no apartamento de Andi.
A
direção de Cate Shortland pega emprestado certos recursos de suas produções
anteriores. O primeiro ato relembra seu trabalho em “Somersault”, pela relação
dos personagens Clare e Andi, assim como nas cenas mais picantes. E o suspense
de ‘Lore’ justaposto no romance ganha mais força em ‘Berlin Syndrome’.

O
roteiro assinado pela dupla Shaun Grant e Melanie Joosten, não desenvolve seus personagens e não simpatizamos pela protagonista. O
passado de Clare não é investigado, a aparição repentina da atriz Emma Bading
na pele de uma das alunas de Andi é interessante, mas pouco explorado, e o
pobre clima de suspense não entrega a força do clímax. Para quem assistiu a
obra-prima ‘Repulsa Ao Sexo’ de Polanski, vai decepcionar aqui.
Mesmo com
atuações muito boas de Teresa Palmer e de Max Riemelt (conhecido por ‘Sense8’),
‘Berlin Syndrome’ é esquecível, não faz jus ao talento de Cate Shortland e,
caso alguém tem interesse em tramas como essa, recomendo a clássica trilogia do
apartamento de Polanski.
NOTA: 5,5
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