A
visão do cineasta Juan Antônio Bayoná trouxe elementos inovadores à franquia Jurassic
World. Consagrado do cinema de horror com seu ótimo ‘O Orfanato’ e por efeitos
grandiosos em ‘7 Minutos Depois da Meia-Noite’, o cineasta imprime sua melhor
identidade, mas fica a mercê das convenções clássica da saga Jurassic Park
trazendo muitas e, muitas, homenagens.
O
novo episódio acompanha novamente Claire (Bryce Dallas Howard) e Owen (Chris
Pratt) dispostos a resgatar os dinossauros, pois um vulcão prestes a entrar em
erupção coloca em risco a vida na Ilha Nublar. Diante da situação, o casal
conta com ajuda de jovens recrutadores na missão, mas nem tudo sai conforme o
planejado.
‘Jurassic World: Reino Ameaçado’ mostra-se
superior ao primeiro filme da nova trilogia em vários aspectos. A primeira
delas foi a construção de sua identidade por intermédio da direção de Bayona
imprimir suas características do gênero do terror. O segundo está na presença
significativa dos dinossauros e o ótimo uso do CGI (superior ao primeiro) e de
efeitos práticos. E por último; maior dinâmica entre os personagens tornando-os
mais interessantes a trama (com certas exceções) e oferecendo momentos
genuínos.
Entretanto, os antagonistas
continuam sendo o grande viés de ‘Reino Ameaçado’. Assim como no primeiro
filme, os vilões continuam caricatos, sem qualquer desenvolvimento e se resumem
a apenas propagar o mal. Já os outros personagens secundários que compõem a
equipe de Claire e Owen, apenas Zia (Daniella Pineda) e a pequena menina Maisie
(Isabella Sermon) conquistam a simpatia do público. Por que se for depender de
Franklin Webb (Justice Smith), a trama estaria perdida.

Contando
novamente com o carisma de seus protagonistas Chris Pratt e Bryce Dallas
Howard, boas cenas de ação na presença dos diferentes dinossauros e um CGI de
chamar atenção. ‘Jurassic World: Reino Ameaçado’ supera o seu antecedente,
entrega uma nova visão a franquia e continua valendo por ser um bom
entretenimento.
NOTA: 6,8
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