Não
é ‘WhatsApp’, nem ‘Angry Birds’ e muito menos ‘PokemonGo’, é Nerve. Com o poder
do avanço tecnológico nas últimas décadas, várias mudanças foram inseridas nas
sociedades de todo o mundo e os jovens são os primeiros a vivenciar tal apreço.
Levantando questões acerca da dependência dos jovens na era digital, ‘Nerve –
Um Jogo Sem Regras’ implica nessa temática envolvendo o espectador com muita
ação e tensão.
A
trama acompanha a tímida jovem Vee (Emma Roberts) intimidada pela sua melhor
amiga Sydney (Emily Meade) a se inscrever no Nerve, um jogo online visto por
milhões de observadores onde os participantes executam tarefas em troca de
dinheiro. Mostrando-se confiante, Vee acaba conhecendo o misterioso rapaz (Dave
Franco) em seu primeiro desafio e com o passar do tempo, o game começar a
entregar sua perigosa identidade.

O início é
promissor diante de sua interessante premissa, e o filme faz muito bem em
inserir elementos provocativos pela cultura viciada no celular empregando o
jogo ‘Nerve’ como uma metáfora para o convívio da era digital. Servindo de
indícios para as ameaças da geração online, ‘Nerve – Um Jogo Sem Regras’ arriscou
ao trazer todas essas camadas sobre o tema e muito delas acabaram sendo
tratadas de maneira superficial, são: a autoridade parental, a obsessão pela
fama e dinheiro, a perda de privacidade online.
Como
exemplo, temos a personagem Juliette Lewis, a mãe de Vee, completamente desperdiçada
na trama. O ator Machine Gun Kelly na pele do personagem Ty é dispensável, além
do roteiro abusar de personagens arquétipos tornando o filme um produto voltado
para o público jovem. Temos a tímida jovem querendo dar a volta por cima e seu
misterioso affair interpretados bem por
Roberts e Franco, e a melhor amiga Badass na interessante interpretação de
Emily Meade.
O
grande problema do filme surge em seu terceiro ato quando a diversão utopista
deixa de existir tendendo a um moralismo ínfimo e quebrando toda a proposta inicial.
Com uma queda brusca de qualidade de sua produção, ‘Nerve – Um Jogo Sem Regras’
consegue prender o espectador do inicio ao fim abordando um tema recorrente nos
dias atuais.
NOTA: 6,7